8. Análise da composição fotográfica de colegas
Nesta postagem, fomos instruídos a analisar a composição fotográfica realizada por dois de nossos colegas.
No caso, a primeira composição escolhida foi a de Ana Clara Ribeiro Chaves.
Sua composição apresenta um objeto formado em sua completude por triângulos, e a autora faz um jogo de luz e sombra que reproduz um degradê na peça, de modo a levar o olhar do leitor pelas linhas que formam a figura.
O jogo de luzes e dobraduras também dificulta ao observador identificar em quais pontos a dobra emerge ou afunda, podendo levar à imaginação de um movimento contínuo, onde cada triangulação sobe e desce.
Ademais, pode-se identificar também a presença de um terreno acidentado pouco determinado, onde parecem emergir pirâmides de arestas comuns.
A seleção e ordenação das imagens traz uma sequência interessante, que parece trazer movimento na varredura das diferentes fotos e o emergir das pirâmides, que se tornam mais altas a cada fotografia vista em sentido para a direita.
A segunda imagem escolhida foi a de Jade Beatriz Dias Borborema.
Nesta composição as imagens são selecionadas e organizadas de modo a transmitir certa ideia de movimento, num jogo de luz e sombra. O sequenciar das fotos faz as sombras parecerem se movimentar para cima e para baixo, aparentando em análise incerta trazer a ideia de um conjunto de chicotes, unidos em um mesmo ponto, que se movimentam para abater algo.
Outra observação poderia ser a ideia do movimento lateral, no sentido esquerda para direita, de modo a lembrar o locomover de um mato denso em situações de ventania.
Além disso, a primeira e última fotos parecem mostrar a inércia e o egresso, respectivamente, das partes que compõem o objeto.
Saindo da comparação entre a figura e a realidade, a imagem central da composição transmitem uma sensação de força e imponência do objeto e impotência do observador, cujo ponto de visão está abaixo das sombras da peça.
A tratativa dada aos pontos de luz e às sombras, ocultando o objeto, também contribuem para dar um ar, de certa forma, medonho para a composição.
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