27. Visita ao Inhotim
Na aula do dia 27/05, fomos ao Instituto Inhotim, na cidade de Brumadinho, a cerca de 1h30min de BH. Esta foi sem dúvidas uma viagem incrível e talvez um dos melhores lugares que já fui, não só pela riqueza de obras e diferentes percepções de cada artista, mas também pelas belezas naturais e boa distribuição das obras no parque. A viagem com a turma também proporcionou experiências maravilhosas que não seriam possíveis em uma viagem individual. A sensação ao final foi a alegria de ter ido e a vontade de voltar. Foi um passeio incrível!
No instituto, nos dividimos em grupo para visitar diferentes obras e fomos indicados a fazer desenhos de dois ângulos diferentes: uma vista de fora do edifício da obra e uma vista de dentro para fora. O prédio escolhido pelo grupo foi o de Lygia Pape.
Os resultados obtidos foram os seguintes:
O edifício de Lygia Pape relembra as experimentações feitas no Sketchup em aula, como um cubo deformado, e é feito em concreto. O prédio parece não se destacar na paisagem, em relação a outras obras, e lembra uma pedra coberta por vegetação ao redor - impressão causada, em parte, também por sua localização abaixo da trilha.
A obra é composta por diversos feixes de cabos de cobre que se cruzam e recebem diferentes iluminações que promovem um jogo de espacialidade: alguns feixes parecem estar atrás ou à frente uns dos outros de acordo com a iluminação. Por exemplo, um feixe que está atrás parece estar à frente por receber iluminação enquanto o da frente não recebe, ou vice versa.
A escultura não é interativa, é apenas contemplativa, e o ambiente é completamente escurecido, fato que é proporcionado pela arquitetura do edifício que a contém. A ventilação é artificial e a percepção foi a de estar perdido dentro do prédio. O foco é totalmente voltado para a obra, sem deixar a atenção se voltar para o exterior. As expectativas eram as de que a obra seria mais interativa ou provocaria diferentes sensações, mas houve uma quebra dessa expectativa ao ver que a obra era apenas contemplativa e que não havia uma descrição das intenções da artista ao criar a escultura.
Meu desenho de observação se encontra abaixo, onde foquei meu interesse em uma representação rápida para concretizar os conhecimentos adquiridos na praça da Liberdade, e com maior foco para o edifício em si, já que ele é todo rodeado por árvores. Tentei apresentar o contorcer do bloco, porém tive muita dificuldade nesse processo por, inclusive, tentar apresentar uma visão com dois pontos de fuga. Meu desenho pareceu faltar com as devidas proporções, ainda que tenha atingido o objetivo do tempo, mas este é um problema que pode ser corrigido com o treino.

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