29. Sintegração sobre abertura

Nesta aula, fomos orientados a ler os textos passados e fomos divididos em grupos aleatórios durante 4 rodadas, em que, em cada uma, teríamos funções diferentes, podendo ser debatedores, críticos ou observadores da discussão dos textos.

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    Na primeira rodada, deveríamos debater a relação do virtual com a vida cotidiana, tendo como referência inicial o Familistério. Fui o debatedor e chegamos à conclusão de que a virtualidade visa atender a diferentes usos e possibilidades para promover o bem estar popular, assim como propõe o familistério. Por outro lado, este último tem pontos específicos que delimitam o que deve ser realizado lá e o que deve ser feito fora, não atendendo completamente à necessidade de um espaço adaptável com diversos usos.

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    Na segunda rodada, discutimos a possibilidade da magia pela experiência, e não da mágica pelo truque (ou seja, pela ignorância dos processos), como recurso para promover a abertura ao outro. Fui crítico e o grupo chegou a pontos essenciais e comparações importantes. Foi possível concluir que parte da experiência dos usuários está na possibilidade de seus usos e na interação com a obra. Por outro lado, parte também está na ignorância, tal como no objeto paramétrico feito, onde cada usuário determina usos e formas diferentes a partir da criatividade, e, por vezes, o conhecer das funcionalidades e dos significados delimita os usos e acaba com a magia da obra. Às vezes as informações delimitam muito uma visão específica e determinada, por exemplo no Inhotim, onde a mágica ocorre porque não se sabe quais as ideias do artista, mas quando se sabe as ideias se delimitam e a magia se acaba. Não foi preciso fazer grandes intervenções, já que os debatedores discutiram muito bem as ideias, que não só se assemelharam às minhas, mas me acrescentaram novas perspectivas.

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    Na terceira rodada, tivemos que problematizar a proposta de obstáculo no contexto de abertura de possibilidades. Fui novamente crítico e foi possível identificar como a funcionalidade estritamente prescrita e exata de algo determina um uso específico, sem abertura para outras possibilidades. Por vezes o formato ou a ideia associada a um objeto impede novos usos. Entretanto, não se pode também deixar tudo em aberto, sem um direcionamento, pois isto provocaria a falta de funcionalidade correta ou tornaria o uso ruim: por exemplo, um canivete pode ter vários usos, mas não corta tão bem quanto uma faca. Dentre os assuntos tratados, faltou, em minha perspectiva como crítico, tratar as ideias no âmbito das cidades e em como as praças e cidades são organizadas de acordo com configurações específicas para determinados usos que limitam novas formas de utilização e não evoluem em conjunto com as ideias e as pessoas.

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    Na quarta rodada, tivemos que discutir a relação função/sentido do objeto no mundo em contraponto à abertura do não-objeto. Fui debatedor e foi possível concluir que o objeto teria um sentido e usos determinados por um grupo, uma coletividade, enquanto o não objeto teria seus usos e significados determinados por cada pessoa em cada lugar e sentido. Por outro lado, surgiram dúvidas quanto ao restringir da definição do termo "não-objeto" e sobre a atribuição de usos e significados coletivos a este. Dentre as críticas, foi apontada a questão do tempo (debate muito rápido), mas os assuntos abordados foram importantes e bem discutidos. Não houve complemento por parte dos críticos.


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    Minha percepção própria foi a de que tive importante papel nas discussões como debatedor ao ampliar as ideias e direcionamentos possíveis. Mas como crítico meu papel foi restringido já que os próprios debatedores se encarregaram de ampliar os assuntos e trataram de temas por vezes além do que eu havia desenvolvido.

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