32. Sintegração sobre conceitos Hertzberger

Nesta atividade, fomos divididos em salas de grupos (de modo remoto) para a discussão dos conceitos explorados no livro de Hertzberger. A aula foi feita no modelo de sintegração e tivemos que fazer anotações dos conceitos discutidos em cada sala de discussão, onde possuíamos papéis diferentes e grupos diferentes.

Os resultados obtidos foram:


SALA 1. Capítulo: Público e privado; demarcações territoriais; diferenciação territorial; zoneamento territorial; de usuário a morador. 

    Discussão sobre os usos, o surgimento da relação de afeto com o lugar e a proteção do local pelo usuário. A diferenciação territorial e entre público e privado ocorre, por vezes, de forma gradativa (pátio de entrada, hall de entrada, sala de espera, sala de atendimento, sala dos funcionários), com a diferenciação entre quem deve usar e zelar de cada ambiente. Os projetos para diferentes públicos exigem também diferentes intensões de uso. Para tornar um ambiente mais próximo de moradia para os usuários, é preciso criar áreas próprias para cada um, como escritórios com autonomia para cada um tornar o espaço mais próximo de suas características. Crítica: houve discussão dos conceitos, mas sem grande aprofundamento, e nem todos participaram.


SALA 2. Capítulo: O intervalo; demarcações privadas no espaço público; conceito de obra pública. 

    A soleira (parte da frente da casa) pode ser o espaço intermediário entre o público e privado, podendo permitir ou não a interação maior entre os moradores, que são marcados pelo convívio na rua e deixam sua marca nesse ambiente também. O espaço precisa ser convidativo para promover maior integração e interação entre o externo e interno, público e privado. No espaço público, quando se dá certa autonomia para que as pessoas se identifiquem com o espaço elas passam a se apegar e a cuidar do lugar, as pessoas se sentem na responsabilidade de cuidar. A noção de espaço público exige também o sentimento de comunidade, por isso espaços grandes demais ou distantes da população são pouco valorizados em relação ao cuidado (como apresentado também por Jacobs). A abertura para que as pessoas possam criar e influenciar no espaço é também algo muito interessante e importante para que haja a identificação com o público. Há também a discussão em relação à tapagem que invade o espaço público e as rampas de garagem na calçada. Crítica: poucas pessoas falaram, mas discutiram muito bem os conceitos e expandiram para noções de outras matérias; as percepções de espaço público e privado e a interação entre esses ambientes também foi bem explorada.


SALA 3. Capítulo: Visão III. 

    Os ambientes precisam ter uma maior integração. A hierarquia na arquitetura se faz presente nas diferenças de valores dados a determinados ambientes e áreas em detrimento a outras, que ficam sujeitas ao descaso e ao abandono. A arquitetura deve se adequar às mudanças no tempo, variações de usos e pessoas, não deve se restringir. Crítica: não teve muito tempo de silêncio, foi a sala que teve mais participação de pessoas e discussão ativa com exemplos, fizeram correlação com outros capítulos, muito bom.


SALA 4. Capítulo: Acesso público ao espaço privado. 

    Neste capítulo ele fala basicamente sobre galerias e a integração entre espaço público e privado. Nas galerias, quando se vê já está dentro do espaço privado, e não mais do público, já que esses dois ambientes estão bem integrados. Crítica: falaram bem sobre a integração entre espaço público e privado.

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